sábado, 10 de outubro de 2009

Afinidade

Tem gente que se apaixona por amigos achando que afinidade é querer, é amar. Inclusive, dependendo do caso, chega a questionar a orientação sexual porque pode ser um amigo do mesmo sexo.
Tem gente que se casa não com o grande amor de sua vida, mas com uma pessoa com quem simplesmente convive bem. É afinidade? É querer? É amor? É comodismo?
Amamos a família, amamos nossos amigos, alguns poucos escolhidos amamos com intensidade e paixão. Mas e a paixão, o que é? Uma espécie de dose cavalar, e às vezes letal, de afinidade? Ou apenas afinidade sexual, pura química entre corpos?
Você cruza na rua com um desconhecido e tem a maior simpatia por ele. Como pode acontecer? Desígnios de Deus? Uma lembrança boa tão, tão, tão profundamente encravada na sua memória que nem você mesmo sabe do que é? Resquícios da última encarnação? Uma conjuntura astral favorável?
Seria afinidade uma forma de amor? Uma forma de querer? Uma forma de viver?
Considerando visões e vivências, pode ser apenas uma maneira diferente de encarar a vida e, talvez, o que uma pessoa chama simpatia ou afinidade ou paixão ou querer pode ser amor para outra. Porque é mais ou menos estes os sentimentos que temos por pessoas que nos trazem saudade e lembranças boas, lembranças que valem a pena guardarmos no arquivo de memória permanente do cérebro. Desde os grandes amores da vida até aquela pessoa da pré-escola que você nunca mais viu e com quem tinha prazer em brigar ou apenas brincar.
Na verdade, acho que existe um tipo de amor diferente pra cada pessoa que passa por nossa vida. Inclusive para as que não passam e ficam. Inclusive para as que queremos ter sempre por perto, sendo isto possível ou não. Inclusive para as que apenas queremos com paixão. Inclusive para aquelas com quem temos simples afinidades.









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