sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

E qnd eu te ver


... Vou correr para esse abraço.


Abraço+ Cheiro= Gostosura de Arrepio

E o abraço!?

Bom mesmo é quando o abraço vira abrigo

Vou me indo


... de mãos dadas com a fé.
Que Deus me guie.

Lu

Na pele, puro mistério

Mas dentro dele, límpida e cristalina, de tão clara.


Lu
Necessitando de repouso, de carinho e braços longos


"Todo encanto dessa moça,
Vai ver era só dizer a ela assim:
Moça por favor, cuida bem de mim."

E você seu moço? Cuida bem de mim também...


Lu

Quadrilha do amor

Coração à recostar.

São tantas cores....

Está tão colorido que convida o coração  à recostar.
E você, vem comigo?
Me acompanha com os tons mais quentes 
da minha caixa de lápis de cor.

Lu

De onde vem esse bem-querer assim tão fácil, tão fluido, tão puro?

Todo encanto, essa leveza

É que...


" Eu tenho coração de Moça" 
(Fernanda Young)

Andava frio demais....

Dizem que depois da tempestade

.... vem a calmaria

Dentro dela foi um dia nebuloso. Muita Chuva. Muito Choro

"O amor sempre muda as regras para a gente nunca aprender a jogar."

Contravenção


Hoje o dia acordou em riso
só riso
sorriso que me encanta
de um dia que amanheceu tardio
numa vida que só começa ao anoitecer
e em meio a escuridão, luz
um candeeiro que treme
mas ilumina tudo aquilo que importa
tentando ofuscar o sol que já se pôs
contradição.

Contravenção
é esquecer todas as regras
esquecer que não tocamos o chão
e assim podemos voar
sorrir para tudo como se nada houvesse de errado
esquecer da chegada e simplesmente caminhar.

Esquecer da vida e viver
fechar os olhos e ironicamente tudo ver
tentativas, toques, tantos tatos, tiros
tiros?
a um alvo cego.
Pois estamos de olhos fechados
então por que não sonhar mergulhado em realidade?

E o tempo se vai
como um ladrão
que rouba as horas sem pagar e nem dizer por que
e se vai, se vai
mas agente briga, se revolta contra ele
e num reencontro nos reconciliamos
e ele volta para nós
era só dar um tempo a ele
somos jovens demais para brigar com o nosso aliado.

Então tu notas a oitava nota
de um violão enferrujado
tocando a dança dos dias encostado em um canto
sem ninguém no canto, no encanto, no toque
a dedilhar notas surreais
ilusão?
apenas contravenção de tudo o que acreditavamos acreditar.

Caminhos, Confusão, Canção


O garoto dos olhos que espelham o céu, foi andando pelas ruas mesmo, pois é ali onde ser deve caminhar.
Em cada esquina sabia por onde ir, sabia seu rumo, e o caminho se tornou de ressalto intensamente belo, e tudo lhe era certo, então foi caminhando, caminhando ...

E num olhar tudo se torna estranho
ao seu redor
tantos caminhos existiam
e a certeza?
para onde foi?
por onde seguir?

E perguntava em cada esquina
procurava somente entender
- O que há neste caminho?
Eram tantos, e em cada esquina cada um lhe dizia algo
não sabia onde seguir

E sua mente lhe confundia
pensava, pensava, pensava
olhava, olhava, olhava
e quanto mais pensava
mais caminhos se formavam
só lhe restou confusão

Sentou-se, viu-se obrigado a fechar os olhos e abandonar-se a escuridão de não pensar, e entregar-se a benção de vendar-os olhos e vender-se a imprecisão de não ver, e apenas seguir.
Uma melodia desconhecida aventurou-se pelos seus ouvidos, não sabia ao certo se já ouvira ou se aquela era tocada apenas para si. E a melodia comecou a sair pela sua boca, seus olhos, nada viam e agora, de pé, apenas a melodia orientava seus passos.
Nessa cegueira não se via o caminho a ser seguido, a sua unica certeza era de que tudo é incerto e não importa o quando sabes, mas sim quão bela é a música e com quanta intensidade a cantas ao caminhar.

Via-Lunares


"Este texto não tem um porque, não tem uma intenção quando foi escrito, nasceu de quando abri a porta de minha casa, e resolveu se escrever"

Via-Lunares
Ele me disse que vinha, então fui caminhando para a cozinha, abri a cortina branca, e deixei que a luz entrasse, destranquei a porta e não, não cheguei a abri-la ele que teria que ter a coragem de fazer isso. Eu apenas o esperaria, e nada mais ele teria de mim até ter a ousadia que abrir aquela porta, minha espera.
Ele morava longe, então a minha espera seria longa. Inquieta andava pela sala, saia pela sacada para ver a lua, ouvia uma suave valsa na vitrola que tocava um velho disco de vinil, não ao certo o que eu esperava, mas esperava, não deveria eu fazer algo? Não sei bem ao certo.
Sai pela sacada, estava eu com roupa de dormir, e não me importava se alguem me visse, eu queria ver a lua, e fui vê-la. Olhei tão diretamente a ela que quando percebi estava de olhos fechados, mas ainda a via, nos meus sonhos sempre haverá uma lua, ela me faz bem, então comecei a caminhar sob a Lua, sob as estrelas, sob as notas que indicavam meu caminho, vagava pela noite como se voasse, como se estivesse liberta.
Uma nota estranha sou, acordei de ressalto e percebi não estava em casa, eu estava perdida e não achava mais o caminho para meu lar, e tudo estava escuro, era noite. Entrei em desespero e me encolhi em um beco a chorar, tudo ao redor me amedrontava, e me tornava cada vez menor ao me encolher.
Quando vi, um grande vulto se aproximava de mim, e eu aterrorizada não pude me mover, a sua sombra me encobria, envolvia, então pude sentir seus braços a me envolver, a me abraçar, e a sentir seu coração pulsar fortemente, e o meu disparado de medo se acalmava até chegar ao mesmo ritmo do dele. Ele disse:
- Me perdi no caminho, não sabia o que faria eu ao te ver, então caminhei sem rumo para pensar e ver onde minhas pernas me levariam, e de deixaram aqui.
Seu labio beijava minha fronte, meu pescoço, minhas mãos, eu chorava de medo, ele, simplesmente chorava, sorrindo por ter me encontrado, e um misto de medo e alegria me envolviam, aquele lugar continuava a ser escuro apesar dos braços familiares. Ele levantou-se e me ajudou a ficar ereta, e foi me levando, e ao contrario que eu imaginava ele começou a me levar para um caminho distinto das duas casas.
E fiquei quieta, resolvi abandonar meus passos aos seus, me senti insegura, pois os seus passos pareciam confusos, não tinham rumo certo, não tinham um destino, uma chegada.
- Para onde estamos indo?
- Eu não sei, estou apenas procurando o caminho mais iluminado, para se opor a escuridão que estavas.
- Mas eu estava em busca da Lua antes de me encontrar naquele lugar.
Ele olhou para o céu, olhou o caminho que haviamos feito, e disse:
- Acho que tambem estamos. Estamos no nosso singelo caminho docemente iluminado, pela Lua.

Marcos Medeiros Raimundo.

O mundo acordou bem


Hoje o mundo acordou bem
assim, sorrindo, sabe
parece que toda a insanidade parou
e todo mundo percebeu
que estamos aqui
só para ser feliz.

Ao pessoas pararam de correr atrás
de tanto poder
de tanto dinheiro
e foram para suas casas
brincar com as crianças
jogar a bolinha para o cachorro
cuidar do jardim
e fazer o almoço para seus amigos
e simplesmente festejar
a alegria apesar de ser domingo
e aquela agonia
pois outra semana dura vai começar

Hoje o mundo se esqueceu
que somos humanos e naturalmente maus
parece que a vida hoje faz algum sentido
seguindo o sentido da simplicidade e do bem querer.

Hoje o dia vai dormir
sonhando que amanhã
será como hoje
e todos tentarão ser felizes
e tentarão fazer o mundo tambem feliz tambem.

Marcos Medeiros Raimundo

"aonde eu entrego"?

Ali estavam os dois, enquanto o silêncio imperava, pela cabeça dele, pensamentos que iam de “amor a zona” e imaginações sobre “essas tais simplicidades” e bem quando por sua cabeça passavam questionamentos sobre quais seriam “as cores dela” ela quebrou o silêncio:


[ela] - As vezes sinto falta de mim...

[ele] - Eu também.

[ela] - Também sente falta de si?

[ele] - Não. De ti.

Foi quando a silêncio novamente voltou e mais uma vez foi quebrado por ela:

[ela] - O quê você gostaria de ter?

[ele] - Um abraço, por agora, me bastava. E você?

[ela] - Não sei, mas, talvez, tempo.
[ele] - Você tem. Todo o tempo do mundo

[ela] - Eu quero voar.

[ele] - Se quiser eu tento contigo

[ela] - Seria necessário muito vento.
[ele] - Vento? Eu invento.



Nesse momento, ela se virou, saiu andando e disse:



[ELA] - EU QUERIA A LUA.



E de repente, escutou quando ele chamou pelo seu nome, parou e olhou para trás....


Thiago

Como? Quando? Quem? Por que? Onde?

Se afinal de contas, são as perguntas que movimentam o mundo...
Por que a gente vive em busca de respostas?
A gente vive em busca de respostas por quê?
De que serviriam as respostas, se não houvessem as perguntas?
Eu já vi um tanto de perguntas sem respostas, mas, e respostas sem perguntas, você já viu?

As perguntas podem nos causar diferentes sensações...



Existem as que nos deixam, momentaneamente sem respostas:

[Pai da Namorada] E então rapaz, quais são as suas reais intenções? 
[namorado para a namorada] Quer casar comigo?
[namorada para o namorado] o quê você está olhando pra lá heim?


Existem as que nos dão vontade de responder... 

[subterrâneo do prédio onde você mora. O elevador se abre e a pessoa te pergunta] 

“Vai subir?” 
“não, meu apartamento vai descer.”

Mas é melhor deixar pra lá.


Existem as que são muito bem pensadas:

“tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?”
“quer pagar quanto?”
“deu duro?...”
"Você já tomou seu ACTIVIA de hoje?
“por que a lata da Brahma é branca?



Existem as que viram melodia:

“pra que mentir fingir que perdoou?”
“por que não eu, ahh ahh, por que não eu?
“de que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanha?
“por que choras assim?”


Existem as imbecis, mas que acabam intrigando:


“se o pato perde a pata, ele fica viúvo ou manco?”
“por que os kamikazes usavam capacete?”
“por que aquele filme com o Kevin Costner se chama ‘dança com lobos’ se só aparece um único lobo em todo o filme?”
“como se escreve zero em algarismo romano?”
“como que a placa “é proibido pisar na grama” foi colocada La no meio da grama?
“pra que serve o bolso de um pijama?”
“por que o pato donalds sai do banho enrolado em uma toalha sendo que ele não usa short no desenho?”

“Se os homens são todos iguais, por que as mulheres escolhem tanto? 

“por que eu fiz tantos ‘por quês’ nesse texto?”

“por que eu acho que alguém perderia tempo lendo o que eu escrevi?”

“por que você leu o que eu escrevi?”

"será que alguém vai me responder?"

Nublado

Sabendo que garantias nem sempre existem,
ela optou por caminhar no chão.
Desistiu de querer ficar até o final pisando em nuvens.

Molde

Ela se reconforta ao brincar de cores.

- Vai entender

Ele quis biografar-me.
Mas não ficou pra saber do fim.



Felicidade Clandestina.

Imagine...

Ela ama a idéia que faz dele.
 Ele ama as idéias que ela dá.

Destreza.

Estranhamente ela preferiu 
ficar em casa
ouvindo discos e desenhando
Ao invés de sair para dançar com os amigos.

Estranhamente ela preferiu desfrutar
de uma fruta
Ao invés de comer um bombom
Com recheio artificial de morang
o.

O Bolo.

Se tiver que partir.
Parta.
Só. Me deixe em pedaços miúdos.
E leve consigo qualquer resquício seu.
Tipo a faca.
Faça certo.
Pois se tiver de passar.
Passa.
E deixa-me uma caixinha de analgésico 
em cima do criado mudo.
Outra de antitérmico e um 
termômetro para eu medir a dor.
Se tiver de ligar.
Liga.
Disfarçadamente como se quisesse 
saber de mim e não de você ao meu contato.
Se tiver de sumir.
Assuma.
Se tiver de fugir.
Corra o mais rápido que conseguir.
Se tiver de voltar.
Dê meia volta.
Se tiver de chorar.
Ora, não tem problema.
Se tiver dilemas.
Resolva.
Se tiver pó.
Faça um café e lembre-se do bolo de fubá.

A M O R

Tudo se lhe pode tirar e suprir, 
menos isso, 
já que é essa particularidade que a define.

Mas q molenga

Deu-se conta de que na tentativa 
de livrar-se da dor, endureceu.

E coração duro bate?

Padece.

E dói em quem?

Nela, tão só somente.