quarta-feira, 14 de março de 2012

Te irrito só porque te amo.


Hoje sai com aquela blusinha branca que você odeia, só pra te irritar.
Sei que os olhares dos outros homens pra mim te alucina. Eu não sou cínica, não nego que gosto de ser olhada, desejada, mas sei apenas do quanto sou tua. Inteira.
Chego na sua casa e você todo esparramado no sofá já me olha com cara feia, entre um ar de pouco caso e outro me fala: Você não tem outra blusa? Eu fiz cara de quem nem tava ouvindo e tirei a blusa, fiz uma dancinha ridícula enquanto tirava o sutiã e você acabou rindo.
Fiquei na sua frente só de calça jeans e tentando tapar os seios [que você adora] com os cabelos, longos, porque você não deixa cortar. Peguei uma caneta que tava na sua estante e fiz setinhas na minha barriga, dizendo que era o caminho que você deveria percorrer com a língua. [sim, você sabia o caminho de cor, mas eu queria te aguçar] As setas paravam no cós da calça e você com a cara de safado que me dá mais tesão que o Wagner Moura pelado, disse: Eu vou desrespeitar essa sinalização, quero você toda.
E assim foi, nosso amor é leve, o tesão é presença constante, assim como o ciúme, você com ciúme das minhas roupas e eu com ciúme daquelas suas amiguinhas [que são lindas, mas eu falo que são feias e ordinárias]. Mas quando você me toma, me come, me usa, me saboreia, me faz ter vontade de viver só na ponta da sua língua. Quando você entra em mim, suado, com força, gostoso, quente, saem todos os medos. Fica só a vontade de te pertencer, a vontade de escrever na minha testa: sou dele!
E as setas acabaram desbotadas pela saliva, pelos fluídos do teu corpo no meu. Elas nunca foram necessárias. Você é o homem que chegou pra me fazer a mulher mais bem comida desse estado, dessa federação, desse país. Meu corpo foi todo esculpido pra satisfazer suas vontades. Você entra, sai, lambe, beija, ama , cuida, protege, bate, morde, ama de novo. E é meu amor. O cara que não só olha pra minha blusinha branca, mas o cara que tem certeza que ela só será tirada por você. Meu maior tesão é te pertencer.

Nanda.

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