sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para um Amigo Tenho Sempre um Relógio

esquecido em qualquer fundo de algibeira. 
Mas esse relógio não marca o tempo inútil. São restos de tabaco e de ternura rápida. 
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.



[António Ramos Rosa]

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