O som que faz o vento
Sobre o chão de algum lugar deserto
Ponto sagrado no mapa
Onde quase nunca há alguém por perto
Mesmo que nada diga, diz mudo ao entendimento
Prefiro ouvir o silêncio de algum lugar assim
Sobre o mundo desde o início até se houver fim
A ouvir o oco barulho de um alguém, só lamento
Que com a voz nada diz pra ninguém ou pra mim
Que só fala e nada muda (tampouco a si mesmo)
Diferente do vento
Que desenha o chão (e) que muda com o tempo.

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