sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sem aviso...


Sem aviso,
o vento vira

uma página da vida...

Olhou numa poça d'água 
e viu a mão estendida.
Alongou a própria destra,
num impulso de acolhida
Mas, a mão tocou em nada
Era, apenas, refletida
no espelho da água parada,
a sua mão estendida.
Meu nome,
desenho a giz
no muro de tempo.

Choveu,
sumiu.

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