terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Na proa de um navio!



Sonhei!


Sonhei de forma intensa!


Daqueles sonhos que calam as palavras


O sonho da verdade


E que faz arrepiar a alma!


Pus o sonho na proa de um navio


Que por ali passava


E o navio se afastava... se afastava


Por cima das profundas águas do mar


Parecendo ir ao acaso


Sem norte em chão raso.


Com as minhas mãos trémulas


Fui abrindo no meu imaginário


Esse mar imenso


Com paz, serenidade e calma


Para que o sonho pudesse navegar.


Ainda sinto as mãos molhadas


Das pequenas ondas coloridas


E das correntes entrelaçadas


Que iam levando para lá do horizonte


O sonho, para um lugar incerto.


Num corpo totalmente gelado


Abraçado por um mar salgado


Vai agora morrendo esse sonho


Nos corais de um mar deserto.


De olhos secos como as pedras


De boca cega de água doce


E de coração curvado de frio


Vai flutuando o meu sonho num mar de feras


Perdido e vazio...


Na proa de um navio!


.


- Moisés Correia -

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