terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Concerto de covarde.



E sobre o que disse?
Sobre as promessas?
saiu sem que te visse
pra que eu não cobrasse essas.

Mas eu me lembro
de tudo o que falava,
desde o doce Setembro
onde tudo começava.

Naquele belo coreto
numa fresca tarde,
iniciou-se um concerto,
a obra de um covarde.

Se aproximou indiferente
de caso pensado,
forçou um clima entre a gente,
fingiu ser príncipe encantado.

Caí feito fruta madura
nessa história inventada,
onde a queda é sempre dura
e saio sempre machucada.

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