Venho tentando não fazer alarde.
Mas como não fazer?
Quem me conhece sabe...
Eu não choro à toa.
Os últimos dias têm sido muito difíceis, e eu não nego a culpa.
A responsabilidade é minha.
Eu tomei a decisão, eu dei o passo.
Como tantas outras vezes fiz.
E eu sei que o caminho de volta está ali.
Então não há muito o que pensar...ou há?
Talvez porque eu seja assim tão cabeça dura, e não queira nunca dar o braço a torcer
de que estou errada.
O tio da cartola me observa, com um sorriso de escárnio, e acho que ele pensa "Mais uma!!"
Em que fim de mundo fui me meter?
Talvez não seja nem o lugar, nem as pessoas.
Talvez seja eu.
Que redundância estúpida para reconhcer que estou perdida, e triste, e me sentindo sozinha.
Que droga!
Não me preocupo em entender,vivo e ultrapasso qualquer entendimento.Sou simplismente eu msm,complicada e infinitamente cheia de defeitos...Msm assim não posso deixar de acreditar em mim!!!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Palavras & palavras.
Talvez minhas palavras ultimamente tenham sido um tanto quanto vagas.
Apego-me à única explicação que me parece fazer sentido.
É uma fase.
Vai passar!
Algumas músicas falam mais que as minhas palavras incertas e minha gramática capenga
podem sequer tentar.
Apego-me à única explicação que me parece fazer sentido.
É uma fase.
Vai passar!
Algumas músicas falam mais que as minhas palavras incertas e minha gramática capenga
podem sequer tentar.
Da saudade.
Tem dias que a saudade é tanta que parece não caber.
Não cabe no peito.
Não cabe nos dias que se repetem.
Não cabe na gaveta entre as fotos e lembranças.
Não cabe no armário onde as roupas disputam o espaço com os sapatos.
Não cabe na mala guardada embaixo da cama.
Não cabe nos bolsos dos casacos, nem nos bolsos das calças.
Não cabe, não cabe, não cabe.
Mas talvez ela caiba aqui, nas páginas de um livro que não conhece seu fim.
Cabe nas sentenças quase desconexas e nas tentativas frustradas
de abraçar o mundo e segurá-lo nas mãos marcadas pelo tempo, castigadas pelo frio.
Aqui a saudade se camufla, camaleônica.
E reina, absoluta.
Não cabe no peito.
Não cabe nos dias que se repetem.
Não cabe na gaveta entre as fotos e lembranças.
Não cabe no armário onde as roupas disputam o espaço com os sapatos.
Não cabe na mala guardada embaixo da cama.
Não cabe nos bolsos dos casacos, nem nos bolsos das calças.
Não cabe, não cabe, não cabe.
Mas talvez ela caiba aqui, nas páginas de um livro que não conhece seu fim.
Cabe nas sentenças quase desconexas e nas tentativas frustradas
de abraçar o mundo e segurá-lo nas mãos marcadas pelo tempo, castigadas pelo frio.
Aqui a saudade se camufla, camaleônica.
E reina, absoluta.
E por falar em pensar...
"Por maior que seja a avidez do meu conhecimento, não posso retirar das coisas mais do que aquilo que me pertence já; o que é dos outros, continua nelas. Como um homem pode roubar ou assaltar!"
"Todo o conhecimento genuíno tem origem na experiência directa"
"O facto de viver deve ser colocado como uma espécie de conhecimento"
"Todo o conhecimento genuíno tem origem na experiência directa"
"O facto de viver deve ser colocado como uma espécie de conhecimento"
Tempos difíceis.
Então você me olha meio de lado, aquele ar de espanto escancarado estampado no rosto e me pergunta:
"-Por onde andastes??"
Tomo meu tempo, um suspiro profundo:
Tem um tempo? Eu explico.
Melhor, eu respondo. Não, na verdade, eu desabafo.
Senta aqui.
Não...mais perto. Segura minha mão?
"-Por onde andastes??"
Tomo meu tempo, um suspiro profundo:
Tem um tempo? Eu explico.
Melhor, eu respondo. Não, na verdade, eu desabafo.
Senta aqui.
Não...mais perto. Segura minha mão?
Assinar:
Postagens (Atom)