As mãos tremulas segurando nas tuas
Viajo no tempo em que tudo era certo
Esquecendo sem ver o mudar da Lua.
A vida para ti foi madrasta cruel,
Te levou sem pudor toda a alegria
E agora amor o teu viver reflecte
No escuro que preenche o teu dia-a-dia.
O Sol lá fora nasce e se põe,
Brilha sem dores aqui e ali,
Mas o sono que te invade não quer e não tem
A força da vida que vivia em ti.
Tão profundo é o sono que te envolveu,
Que desabrocham e murcham todas as açucenas,
Mas tu minha filha não desfazes o véu
Que forte te impede de ser quem eras!
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