segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Remedinho para dores de amor...

O CAÇADOR DE BORBOLETAS!

Sorridente, ao nascer do dia,
ele sai de casa com sua rede.
Vai caçar borboletas, mas fica preso
à frescura do rio que lhe mata a sede
ou ao encanto das flores do prado.
Vê tanta beleza à sua volta
que esquece a rede em qualquer lugar
e antes de caçar já foi caçado.
À noite, regressa a casa cansado
e estranhamente feliz
porque a sua caixa está vazia,
mas diz sempre, suspirando:
Que grande caçada e que belo dia!
Antes de entrar, limpa as botas
num tapete de compridos pêlos
e sacode, distraido,
as muitas borboletas de mil cores
que lhe pousaram nos ombros,
nos cabelos.

Não existem verdades absolutas; nunca existirão.
E as mentiras? Ah, elas são apenas verdades que não puderam acontecer...

Tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Um dia uma cigana leu a minha mão
Falou que o destino do meu coração
Daria muitas voltas,
Mas ia encontrar você

“Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?”
Tudo tem seu tempo determinado, e ha tempo para todo proposito debaixo do ceu.